O ônibus que veio nos buscar chegou às 4h, e às 6h chegamos aos gêiseres. Lá ficamos uma hora inteira passeando entre a fumaça que saia do chão enquanto o guia – que resolveu que casaria com uma brasileira após nos conhecer, hahaha – explicava o fenômeno. É preciso estar preparado para aguentar o frio, repito. O Domingo, mesmo sendo chileno e estando mais acostumado ao frio, quase congelou as mãos porque não levou luvas. A Luna precisou emprestar as dela para ele conseguir voltar a mexer os dedos.
Depois de um breve chocolate-quente fomos a uma terma que ficava por ali mesmo. O guia recomendou a todos que estivessem com frio a entrar na água, pois estava bem quente, mas eu, Nay e Luna não tivemos coragem de entrar, pois sabíamos que quando saíssemos d’água a temperatura continuaria baixa. Esse pensamento não se estendeu aos demais e logo o pai, Domingo, japoneses, franceses, alemães e espanhóis estavam todos mergulhados nas cálidas águas da terma. O máximo que fiz foi esquentar – ou melhor, queimar – meus pés na beirada.
Voltamos para o hostal perto do meio-dia. Ainda nos sobrava a tarde inteira para passear, e dessa vez resolvemos ir com o carro que o Domingo alugou até a Laguna Cejar, um dos lugares mais lindo do Atacama.
A Laguna Cejar fica simplesmente no meio do nada. É perto de San Pedro, mas a estrada é tão mal sinalizada que praticamente abrimos uma nova trilha para chegar até lá. Mas vale muito a pena: do nada, no meio da areia e do sal (estamos no Salar do Atacama), surge uma lagoa de águas douradas, que refleteo sol escaldante do deserto.
Para fechar com chave de ouro fomos ver o pôr do sol no Valle de la Luna, um dos lugares mais famosos do Atacama. Chegamos lá um pouco antes do pôr do sol. Para ver o sol se pondo é necessário subir por um caminho um pouco íngreme e cansativo. Como eu, Nay e pai demoramos um pouco mais para subir porque paramos para tirar fotos (que ficaram lindas) acabamos chegando ao topo depois do sol se pôr atrás das montanhas. Deu para ver um pouco ainda do espetáculo, juntamente com vários outros gringos com milhões de câmeras apontadas para o horizonte. E, do outro lado, o Licancabur continuava a nos acompanhar, imponente e rosado com o ar de fim de dia. Mais um dia no deserto que acabou.
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